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domingo, 13 de junho de 2010

Donovan vê espaço para evolução


Embora reconheça que a sua seleção esteja mais satisfeita com o empate em 1 a 1 do que a da Inglaterra, Landon Donovan acha que os Estados Unidos ainda têm detalhes a aprimorar na competição. O astro do Los Angeles Galaxy foi uma pedra na chuteira dos adversários, principalmente no primeiro tempo, quando criou várias chances de gol para os companheiros, tanto em jogadas pelas alas quanto na bola parada.

Após sofrer o gol de Steven Gerrard logo no início do jogo, a seleção do técnico Bob Bradley precisava de alguém para acalmar os nervos e levar o time ao ataque. E esse homem era Donovan, um jogador disposto a pegar a bola e partir rumo à defesa da Inglaterra.

Modesto, o meia de 28 anos minimizou a sua importância para o resultado final, preferindo dividir os créditos entre os companheiros. Enquanto o resto do vestiário comemorava o empate contra a cabeça-de-chave do grupo, Donovan admitiu que estava completamente satisfeito com o desempenho do selecionado.

"Estamos muito orgulhosos pela dedicação com que jogamos, pois conquistar um bom resultado contra uma das melhores seleções do mundo é um ótimo começo", disse ao FIFA.com. "A energia, a determinação e o espírito de luta que mostramos foram fantásticos, mas do ponto de vista técnico as coisas não foram da maneira como queríamos", ponderou.

"É fácil falar que devemos nos classificar para a próxima fase, e que o grupo é tranquilo, mas sabemos que ele será complicado. Não podemos nos dar ao luxo de subestimar a Eslovênia e temos de trabalhar nos próximos dias nos aspectos que não saíram conforme o planejado."

Os Estados Unidos retornam hoje para a concentração nas proximidades de Pretória, com cinco dias para se prepararem para a partida contra a Eslovênia no Ellis Park. A próxima adversária é uma incógnita para os americanos, diferentemente da Inglaterra.

Apenas quatro jogadores titulares dos EUA (Michael Bradley, Steve Cherundolo, Ricardo Clark e Robbie Finley) nunca defenderam um clube inglês na carreira. O próprio Donovan passou três meses emprestado ao Everton no início deste ano. Talvez por isso, o meia ofereceu palavras de apoio aos comandados de Fabio Capello, que saíram de campo frustrados com o placar igualado.

"Tenho certeza de que a Inglaterra vai longe neste torneio", afirmou. "É uma grande seleção, com jogadores talentosos. Basta olhar o elenco deles que você encontra jogadores de nível mundial em todas as posições." Porém, o destaque dos EUA reconhece que os americanos também ficaram com um gostinho amargo após o apito final. "Depois do jogo, saímos um pouco frustrados, com a sensação de que poderíamos até ter ganhado se tivéssemos jogado um pouquinho melhor, e isso mostra como fomos bem."

A África do Sul 2010 é a terceira Copa do Mundo da FIFA da carreira de Donovan, que também disputou as edições da Coreia/Japão e Alemanha. O americano, entretanto, garante que a magia da competição continua exatamente a mesma e que as lembranças da noite passada ficarão para sempre guardadas na memória.

"Jogar uma Copa do Mundo é sempre magnífico, mas a experiência de ter enfrentado a Inglaterra no principal torneio do futebol mundial foi inesquecível para todos nós", admitiu. "A atmosfera no estádio era absolutamente maravilhosa. Os torcedores dos dois países fizeram uma linda festa."

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