Em jogo que contou com poucas chances para cada lado, o gol marcado por Keisuke Honda no final do primeiro tempo veio como sinal de que as coisas estavam bem encaminhadas para o Japão. Afinal, a seleção sempre havia vencido quando o atacante balançara as redes defendendo o seu país. E mesmo com uma pequena pressão de Camarões no final, a escrita se manteve.

Com a vitória desta segunda-feira por 1 a 0, Honda saiu mais uma vez como herói. Agora, nas cinco vezes em que o jogador do CSKA anotou, seu país acumulou o mesmo número de resultados positivos. Melhor ainda, o Japão voltou a vencer uma partida de Copa do Mundo da FIFA depois de oito anos. A última vez havia sido em 14 de junho de 2002, com os 2 a 0 sobre a Tunísia, em casa. Agora, são três no total.

No confronto direto, outro pequeno tabu foi mantido: os orientais seguem invictos contra Camarões em quatro partidas, acumulando agora três vitórias e um empate e nenhum gol sofrido. Para os africanos, a derrota foi a primeira em estreias de Mundiais depois de um triunfo e quatro empates.

No Grupo E, o Japão se iguala à Holanda com três pontos e fica momentaneamente em segunda lugar no saldo de gols (dois contra um). A segunda rodada da chave será realizada no dia 19 e terá o duelo entre os líderes, que podem se aproximar da classificação às oitavas em caso de novo triunfo. Já Camarões e Dinamarca não podem nem pensar em nova derrota.

No duelo, os problemas ofensivos de ambos os países ficaram evidentes logo no início. Com Samuel Eto’o escondido na ponta direita, Camarões pouco chegava. Desta forma, o primeiro chute aconteceu apenas aos 37 minutos, com Eyong.

Logo em seguida, porém, o Japão apareceu e marcou o gol que se tornaria decisivo mais tarde. Em boa jogada pela direita, Matsui cruzou e dois zagueiros pularam sem nada acharem. A bola sobrou então para Honda, que, com frieza, tocou bem na saída de Souleymanou.

No início do segundo tempo, Camarões foi quem chegou primeiro. Em uma das raras boas jogadas, Eto’o passou por dois defensores na direita, entrou pela linha de fundo e tocou para trás. Choupo-Moting pegou de primeira e a bola passou perto do gol de Kawashima.

Precisando do resultado, o técnico Paul Le Guen tirou o volante Matip e colocou o meia Emana, substituição que trouxe pouco resultado. Apesar de subir mais ao ataque, os africanos seguiam com extrema dificuldades para criar jogadas.

Bem posicionada na defesa, a seleção japonesa ainda arriscou nos contra-ataques. Num deles, aos 36, quase veio o segundo gol. Hasebe entrou pela ponta da área e chutou forte de três dedos. Souleymanou rebateu e Okazaki rebateu na trave.

O troco veio logo depois, aos 40. No maior lances de perigo dos africanos, Mbia acertou uma bomba no travessão de Kawashima, que quase nem viu a bola. Na sobra, Emana também tentou, mas desta vez o goleirão não teve trabalho.

Já nos acréscimos outro susto para a defesa japonesa. Após cruzamento da direita, Eto’o se enroscou com a zaga e Webó desviou para incrível defesa de Kawashima. Na base da bola alçada na área os africanos tentaram de novo, mas a firme defesa oriental não falhou.


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